21 de março de 2007

Muda Dança


Também é ser, deixar de ser?

Quanto tempo é necessário pra se mudar uma vida toda? A conexão química entre neurônios demora somente meio milésimo de segundo. É suficiente meio milésimo de segundo? Ou o processo é tão longo quanto uma vida...? Pode-se demorar uma vida toda pra mudar uma vida toda?
O que é mudar?
"Quando tomar a decisão de mudar radicalmente, não avise ninguém... Deixe que percebam..."
Daqueles conselhos, singelos, sábios. A pessoa de quem ouvi muito provavelmente nem lembra que falou. Também não lembro porque mereci ouvir.
Fácil de lembrar foi a primeira vez que me perguntaram o que de bom tinha acontecido, de onde vinha um brilho diferente, uma segurança no olhar. Eu sabia que tinha tomado a decisão de mudar. Só eu sabia. Mas foi a decisão de fazer isso em segredo quem me deu consciência de que a mudança tinha acontecido.

Mudança só é mudança quando tomamos consciência dela, e foi o silêncio quem me trouxe a consciência, logo, quem me trouxe a mudança, muda andança. O silêncio realmente nos diz coisas... nós que não ouvimos, por isso o chamamos silêncio. Talvez, silêncio seja a única coisa que ele não é, ou a primeira que deixa de ser, meio milésimo de segundo depois...

Também é ser, deixar de ser?




5 comentários:

Julia Jensen disse...

eu acho que sim... ser é deixar de ser.
pois mesmo que não queiramos o tempo passa
mesmo que não queiramos as coisas acontecem... e mudamos
no tempo de uma sinapse, no tempo de uma vida toda

mas nunca podemos mudar uma vida toda...
mudamos nossa atitude diante da vida e isso sim pode levar a vida toda
apesar de que algumas pessoas fazem isso no espaço de tempo de uma sinapse...

hehe... isso é mesmo divertido!
bjo

Julia Jensen disse...

bom mesmo é mudar!

Uma das posturas que eu mais prezo nas pessoas hj em dia é a capacidade que elas têm de se verem como sujeitos dinâmicos, efêmeros.

Assim como o mundo. Mudo. Muda.

Nós também estamos aqui para mudar. Evoluir, sem temer errar na significação dessa palavra...

Mas, nessa brincadeira, quem faz o papel da mãe da evolução, a seleção natural? (será se eu posso mesmo chamá-la de mãe? No minimo, arriscado. Mãe, que gera. Mãe, que guia.)

Acho que a seleção natural é vc mesmo. Só vc vai saber dizer se a mudança que ocorreu te deixou mais adaptado ou não ao seu ambiente. Ainda que a opinião alheia ajude, nem é bom que ela seja a motivação pra mudança. (A diferença de potencial, hehe...) Nem deve ser também a referência.

A minha intenção é dizer que não devemos navegar ao sabor das marés. Devemos ter um objetivo e pra ele remamos. Claro que as marés são influências importantes e até indissociáveis no processo. Mas navegar ao léu, pra mim, não parece certo.
"Se um homem não sabe para que porto se dirige, nenhum vento lhe será favorável." (Sêneca)

A motivação deve ser interna. E, pra se ter certeza da veracidade, só em segredo.

Agora a referência... essa ainda fica em aberto....

Jaque disse...

Muda Dança...

Sim tonia.

Beijos Luminosos e Coloridos!
No amor,

Soha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Soha disse...

Nunca saberei ao certo em que momento a vida pediu a urgência da mudança...
Qual a necessidade?
Qual a beleza?

Simplesmente sinto a mudança me atingir, me tocar! E fico feliz ao perceber que estou aberta. De que minha visão pelo mundo é outra.

O mundo não é estático, as idéias, as visões sobre ele também não haveriam de ser...

Mudar não é mais um problema pra mim. Antes eu achava que tínhamos que nos manter firmes ao que acreditávamos e que se deixar mudar, é ser influenciável, que não podemos deixar que o mundo nos mude.

Mas mais difícil que mudar o mundo, é nos mantermos ilesos às suas mudanças.

Então, enfim percebi que não há mal nenhum com a mudança desde que sejamos coerentes com as tranformações.

E sim, ser, é deixar de ser. No momento em que nos transformamos, deixamos pra trás aquela pessoa que não condiz mais com esta nova, em transformação.