22 de agosto de 2007

Vagamundo

Às vezes sobra perna e falta alma...
Às vezes a gente perde o rumo...
Ás vezes perder o rumo não é tão triste...
Ás vezes descubro um lugar em que só se chega fazendo muita curva e andando bem devagar...
Às vezes esqueço o resto do corpo e volto p'ra buscar...
Ás vezes a busca não parece minha...
Ás vezes não sou exatamente eu quem chego...
Ás vezes dá vontade de pisar em poça d'água, de deixar de ser sensato...
...de pôr crase ao contrário e pensar que a culpa é do vento que bate no texto

Ás vezes me vejo um deslimite...
Às vezes sou só mais um contador de histórias... dos ruins.
Ás vezes repito, invirto, repito, até que de repente fica tudo diferente...

Às vezes o que sobra do que aconteceu é só uma vaga lembrança
...mas eu resolvo contar mesmo assim, com uma vaga mudança.

Ás vezes não vejo diferença entre o que não necessariamente é verdade e o que necessariamente é mentira
...nessa hora eu não deixo o que é verdade me atrapalhar a história.

Ás vezes as coisas querem virar poesia, as palavras me encontram sorrindo, me convidam a dançar.
Ás vezes me vejo andando sozinho, o que necessariamente é mentira.

Às outras vezes penso que não chego a lugar nenhum, o que não necessariamente é verdade...

Às vezes me é claro que os fins não justificam os meios... não vejo fins, só meios.


Ás vezes, fazendo coisas simples, somos surpreendidos por uma visão, um cheiro, um silêncio, mágica, aí a gente põe de lado a vida que costumava ter e se lembra da vida que era p'ra ter, da vida que a gente quer ter. É nessa hora que as coisas ganham a dimensão da poesia...








5 comentários:

Pequena Salamandra disse...

eiii cade meu link ai no seu blog han han han??

buáááá

Antonio Araújo Jr. disse...

isso foi mais uma das suas metáforas, vesga salamandra?

Se estiver se referindo ao seu blog, ele atende pelo link de borboletas de infinito e está bem aqui do ladinho, sempre esteve.

Amanda disse...

"Ás vezes dá vontade de pisar em poça d'água, de deixar de ser sensato...
...de pôr crase ao contrário e pensar que a culpa é do vento que bate no texto"

Essa parte tornou-se minha favorita! Adorei a brincadeira com a crase...
E qt a deixar de ser sensato... nossa, já fiz até uma música parecida...

"Ás vezes, fazendo coisas simples, somos surpreendidos por uma visão, um cheiro, um silêncio, mágica, aí a gente põe de lado a vida que costumava ter e se lembra da vida que era p'ra ter, da vida que a gente quer ter."

Isso acontece tanto comigo...

P.s.: Você já assistiu o filme Sob o Sol da Toscana?

Bjs!

Antonio Araújo Jr. disse...

Opa! Vc tem que mostrar essa musiquinha!

"Sob o Sol da Toscana"? Não vi. Que título bonito! Seria sensato eu procurar o dvd pirata num camelô?

Quézia Marçal disse...

reflexiva; bonita :)