30 de março de 2008

Passarinho pousado na palma da mão aberta



carinho claro declarado
de tão intensa intenção
que leve alívio
sopre embora a tensão
e deixe na chuva
o cafuné, o aconchego
e o cangote
rupiado de teu cheiro
tesãozinho apertado doído
me amarra pelos cílios

cuidaria eu te de abraçar
para que eu soubesse ser verdade
quando te sentisse cuidada

e mesmo quando houver partido
partisse com a certeza
de que se fez compartilhada
e que é linda sim

mesmo a hora exata
de voar sem despedida
mesmo ela e ainda assim
dando fim às coisas findas
será bem vinda

continuará sendo amanhã
e depois
e depois
e depois de amanhã



10 comentários:

Aline disse...

Lindo! Dessa vez os meus olhos brilharam ao ler seu texto.

Amanda Santiago disse...

me faz ter dó de mim qdo penso que sou flor...se eu fosse passarinho...

Leila Saads disse...

Eu sou até suspeita pra falar, gosto muuito do seus textos! E amei esse poema tão delicado, e o antes desse também!
Beijo!

Janete Cardoso disse...

Lindo demais!!! O amor...
Beijos
Tenho um assunto sério no meu blog, se quizer comentar, vou gostar! :)

Amanda Santiago disse...

meu bem, se chegue no meu blog
quero compartilhar uma "Felicidade" contigo...
Bjuô

licor de letras disse...

pelos cílios.
já te disseram que tem
olhar doce?

=]

Pequena Salamandra disse...

borboletas atualizado!!!
nao vou repetir o q todo mundo já falou acima!

Leila Saads disse...

Ah! Tô sentindo falta das suas palavras! Aposto que umas férias viriam bem para a criatividade, né?
beijos!

Beatriz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Yara disse...

Lindo este lugar! Volto sempre, sem bater na porta, voando janela adentro...