18 de maio de 2008

pra desgostar de sobra, pra desgostar com gosto



vou rabiscar meu verso nas calçadas
pra ser pisado como samba
e apagado por pegadas

pra que viaje longe
cada letra numa sola
cada sola num palmo de chão
mesmo chão donde veio verso

mesmo verso
mesmo veio


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Uma grande poetisa disse uma vez que, assim como o bom mágico não explica o truque, o poeta não deveria explicar as entrelinhas. Seguindo os passos de Mister M, relutante, peço licença para apontar os fios de nylon escondidos nesta poesia:
* Compare os links sublinhados!
Alguém bebeu da nossa fonte. Bebeu tanto, que esqueceu o respeito à propriedade intelectual no bar.
Dessa vez passa, a intenção foi "boa".
Que os bons googles te tragam de novo, Antárctica. Aqui tem mais se quiser copiar, sempre vai ter... não posso deixar faltar, diferente do dono do bar.


5 comentários:

Yara disse...

teu verso
flor irrompida
sambando nas cal�adas
d� gosto
de sobra
� vida

Leila Saads disse...

Não, não joga teus versos na calçada. Joga teus versos nas páginas - palpáveis ou virtuais - que o mundo precisa de boas palavras para distrair e inspirar.

:**

Amanda Santiago disse...

Sempre faceiro... joga com os versos como quem brinca com baralho!




Mudei o endereço do meu blogpoint :P
http://www.bossadeflor.blogspot.com/

Leila Saads disse...

Teu comentário foi fonte de inspiração.

=*

Mayara disse...

aaaaah agora entendi seu poema com as dicas ehauehauehaue

surreal tudo isso!!

bjao
PS: primeira vez que te deixo um recadinho aki! ;)