15 de março de 2010

24 memórias I

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nasci de olho aberto
sem lições de economia
deflacionei o mercado
aprendi a vender muito mais caro
minhas lágrimas para a solidão
que para alegria

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7 comentários:

leila saads disse...

Lindo!
Ainda usando o Aureliano. Esse livro me marcou de tantas formas que só preciso ler o nome Aureliano para vir logo até a minha cabeça a imagem da solidão travestida em coronel. Parece que a solidão, inda que precise sempre comprar nossas lágrimas tão mais caro, sempre volta querendo mais...

:*

Daiana Geremias disse...

Já vi que seu blog vai entrar para a lista dos meus favoritos...

Citrus sinensis disse...

Cara, você é bom!

D. F. Rodrigues disse...

100 anos de solidão fazem um obra de aurora eterna.
Será que só a dor inspira a beleza?
Vc deve ter sofrido muito.

Daiana disse...

Sensacional! Leio suas palavras e fico de boca aberta diante desta tela tão fria do computador...
Parabéns pela genialidade!

Priscila Milanez disse...

que bonito!!!

Lady Salieri disse...

Deste eu gostei demais \o/